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CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Classificação F.C.I.:
Grupo 2 - Pinscher, Schnauzer, Molossóides, Boiadeiros e Montanheses Suíços e raças assemelhadas.
Seção 2 - Molossóides
2.2 -Tipo Montanhês
Padrão FCI no 61 - 21 de janeiro de 2004.
País de origem: Suíça
Nome no país de origem: St. Bernhardshund / Bernhardiner
Utilização: Companhia, guarda e de fazenda
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro - Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta - Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Álvaro D’Alincourt

 
 
 

RESUMO HISTÓRICO
No século XI, no topo do grande desfiladeiro de São Bernardo, a 2.469 metros de altitude, foi fundado um Mosteiro para oferecer refúgio a viajantes e peregrinos. Desde a metade do século XVII, os monges cercaram-se de cães enormes do tipo montanhês destinados à guarda e defesa. A presença destes cães no Mosteiro, foi confirmada por documentos iconográficos datados de 1695 e por uma nota no livro do Mosteiro do ano de 1707.

Logo esses cães foram utilizados para escoltar viajantes e, principalmente, descobrir e salvar os que se perdiam na neve ou no nevoeiro. Os artigos sobre a maneira pela qual esses cães salvaram da “morte branca” uma grande quantidade de vidas humanas, publicados em vários idiomas, e os relatórios de soldados que, em 1800, atravessaram o desfiladeiro com a armada de Napoleão, difundiu a fama do Cão de São Bernardo por toda a Europa.

O legendário “Barry” em 1900, tornou-se então o símbolo cão de salvamento. Os ancestrais diretos do cão de São Bernardo foram os grandes cães de fazenda, muito difundidos entre os camponeses da região. A raça atual foi obtida, através da criação sistemática, que atravessou algumas gerações, visando atingir um tipo ideal. Em 1867, Henrich Schumacher de Holligen, próximo a Berna, foi o primeiro a escriturar uma documentação com anotações de dados genealógicos de seus cães. O Livro de Registro de Origens suíço foi implantado em fevereiro de 1884; o primeiro cão a entrar para o Livro Nacional de Registro foi o cão de São Bernardo “Léon”; os 28 registros seguintes também foram da raça São Bernardo.

O Clube Suíço do São Bernardo foi fundado em Bâle em 15 de março de 1884. Por ocasião de um congresso internacional de cinologia, em 2 de junho de 1887, a raça foi oficialmente reconhecida como de origem suíça e o Padrão Suíço declarado como sendo, o único autorizado.

A partir desta data, o São Bernardo, foi considerado como cão nacional suíço.

APARÊNCIA GERAL:
O São Bernardo tem duas variedades:
?? a variedade Pêlo Curto (pelagem dupla, “Stockhaar”):
?? a variedade Pêlo Longo.
As duas variedades são de porte grande: o tronco é poderoso, firme, musculoso e harmonioso; a cabeça é imponente e uma expressão alerta.

PROPORÇÕES IMPORTANTES:
Proporções ideais: ?? altura na cernelha / comprimento do tronco = 9:10. (o comprimento do tronco é medido desde a ponta do ombro até a ponta do ísquio). ?? proporção ideal entre a altura na cernelha e a altura do peito, veja o croqui a seguir.
5 ?? o comprimento total da cabeça é ligeiramente maior que a altura do cão na cernelha.
?? a relação entre a profundidade e o comprimento do focinho, em sua raiz, é de 2:1. ?? o comprimento do focinho é ligeiramente maior que 1/3 do comprimento total da cabeça.

 
 

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO:
Amigável por natureza. De temperamento calmo a esperto; sempre vigilante.

CABEÇA
Em geral: poderosa e de aspecto imponente.

 
 

REGIÃO CRANIANA:
Forte e larga, quando vista de perfil; vista de frente, é ligeiramente arqueada. Quando em alerta, a inserção das orelhas e a região superior do crânio forma uma linha reta com as faces laterais em suave curva na região zigomática alta e fortemente desenvolvida. O osso frontal sofre um desnível abrupto em direção ao focinho. A protuberância occipital é, apenas, moderadamente marcada, enquanto que as arcadas superciliares são fortemente desenvolvidas. O sulco frontal, a partir da raiz do focinho, é distintamente desenvolvido e prolonga-se ao longo de toda a superfície craniana. A pele da testa forma, acima dos olhos, rugas que convergem para o sulco sagital. Quando em atenção, essas rugas são moderadamente visíveis; caso contrário, seriam bastante imperceptíveis.
Stop: bem definido.

REGIÃO FACIAL
Trufa: preta, larga e quadrada. Narinas bem abertas.
Focinho: curto e de largura homogênea. Cana nasal reta, com um discreto sulco sagital.
Lábios: de contorno preto, sendo, os superiores, intensamente desenvolvidos, firmes e não muito pendentes, formando, na direção do nariz, um grande arco. Comissura labial em evidência.
Maxilares / Dentes: maxilares fortes, largos e alinhados. Bem desenvolvidos com uma regular e completa mordedura em tesoura ou em torquês. Admite-se a tesoura invertida. A ausência de PM 1 (pré-molar 1) e M3 é tolerada.
Olhos: de tamanho médio. Cor do marrom escuro ao castanho. De inserção moderadamente profunda e expressão amável. O fechamento natural e a firmeza das pálpebras é o ideal. Uma dobra pequena na pálpebra superior e uma dobra pequena na pálpebra inferior, mostrando um pouco da conjuntiva, é admitida. Pálpebras completamente pigmentadas. Orelhas: de tamanho médio, inseridas altas e largas. Formato triangular e as pontas arredondadas, o pavilhão é intensamente desenvolvido e flexível. Portadas caídas, com o bordo posterior ligeiramente afastado e o bordo anterior tocando as faces, bem rentes.

PESCOÇO:
robusto e de comprimento suficiente. Barbelas moderadamente desenvolvidas.

TRONCO
Em geral: de aparência imponente, harmoniosa, impressionante e bem musculosa.
Cernelha: bem definida.
Dorso: largo, robusto e firme. Linha superior reta e horizontal até o lombo.
Garupa: longa e curva, fundindo-se, gentilmente à raiz da cauda.
Peito: moderadamente profundo, com costelas bem arqueadas, mas sem ser em forma de barril. Não ultrapassando o nível dos cotovelos.
Linha inferior e ventre: moderadamente esgalgado.

CAUDA:
inserida larga e grossa. Cauda longa e forte. A última vértebra caudal alcançando, no mínimo, o nível dos jarretes. Em repouso, portada caída ou com o terço distal ligeiramente curvado para cima. Em atenção, portada mais alta.

MEMBROS
ANTERIORES - Em geral: retos e paralelos, quando vistos de frente. Moderadamente afastados.
Ombros: oblíquos, musculosos e bem aderidos à parede torácica.
Braços: mais longo que o ombro. Angulação escápulo-umeral moderada.
Cotovelos: bem ajustados, rentes ao tórax.
Antebraços: retos, de ossatura robusta e musculatura seca.
Metacarpos: vistos de frente, aprumados; de perfil, ligeiramente inclinados.
Patas: largas, com dígitos fortes, fechados e bem arqueados.
POSTERIORES - Em geral: moderadamente angulados e bem musculosos. Vistos por trás, posteriores paralelos e com afastamento moderado.
Coxas: fortes, musculosas e largas.
Joelhos: bem angulados e corretamente direcionados para a frente.
Pernas: muito longas e bem anguladas.
Jarretes: moderadamente angulados e firmes.
Metatarsos: vistos por trás, são retos e paralelos.
Patas: largas com dígitos fortes, fechados e bem arqueados.Tolerados os ergôs, desde que não interfiram na movimentação dos posteriores.

MOVIMENTAÇÃO:
Harmoniosa, com passadas de grande amplitude e boa propulsão dos posteriores; o dorso se mantém firme e estável. Membros
trabalhando em linha reta.

PELAGEM

PÊLO
• Variedade pêlo curto (Stockhaar, pelagem dupla): pêlo de cobertura denso, liso; bem assentado e rude. Subpêlo abundante. Ligeiro culote nas coxas. Cauda coberta por uma densa pelagem.
• Variedade pêlo longo: pêlo de cobertura reto, de comprimento médio com subpêlo abundante. Pêlo curto na face e nas orelhas, na região da anca e sobre a garupa, o pêlo é, geralmente, um pouco ondulado. Franjas nos anteriores. Culotes bem cheios nas coxas. Cauda emplumada.

COR: branco, com placas, maiores ou menores, em marrom avermelhado (cão matizado) até formar um manto contínuo no dorso e flancos (cão mantado). O manto manchado (marcado de branco) é equivalente. O marrom avermelhado tigrado é admitido. A cor marrom amarelada é tolerada. O encarvoado na cabeça é desejado.
Um ligeiro toque de preto sobre o dorso é tolerado.
Marcas brancas exigidas: no peito, patas, extremidade da cauda, uma faixa no focinho, lista e marcas no pescoço.
Marcas desejadas: colar branco; simétrica máscara escura.

TAMANHO
limite mínimo: machos: 70 cm;
fêmeas: 65 cm.
limite máximo: machos: 90 cm;
fêmeas: 80 cm.
Os exemplares que ultrapassarem o limite máximo não devem ser penalizados se a aparência geral for harmoniosa e se sua movimentação for correta.

FALTAS
- características sexuais pouco definidas.
- aspecto geral em desarmonia.
- pernas curtas em relação ao tamanho do cão.
- rugas marcadas na cabeça e no pescoço.
- focinho muito curto ou muito longo.
- lábio inferior lasso, pendente para fora.
- ausência de dentes, menos os P1 (pré-molares 1) e M3. Dentes pequenos (especialmente os incisivos).
- ligeiro prognatismo inferior.
- olhos claros.
- pálpebras caídas.
- dorso selado ou dorso carpeado.
- garupa mais alta que a cernelha ou caída.
- cauda portada enrolada sobre o dorso.
- ausência das marcações exigidas.
- anteriores tortos ou fortemente voltados para fora.
- posteriores muito retos, em tonel ou jarretes de vaca.
- movimentação incorreta.
- pelagem encaracolada.
- pigmentação insuficiente ou ausente na trufa, em torno do nariz, nos lábios e pálpebras.
- marcas incorretas, p. ex. salpicos marrom-avermelhados, no fundo branco.

DESQUALIFICAÇÕES
- fraqueza de caráter, agressividade.
- prognatismo superior, prognatismo inferior acentuado.
- olhos porcelanizados.
- ectrópio ou entrópio.
- pelagem totalmente branca ou totalmente marrom avermelhada.
- pelagem de outra cor.
- altura inferior ao tamanho mínimo.

FALTAS:
Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

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